sexta-feira, 20 de junho de 2008

Luta e Sanidade

Busco os mesmos heróis que você
Busco em mim um não ou talvez
Busco na sanidade, a loucura
E trago em minhas saudades sua lembrança escura
Tenho que ser forte e aguentar
Para que a morte não me tire o ar
Mas meus fantasmas me perseguem
e do meu lado já não vejo ninguém
Temo que já tenha matado meus heróis
Tentando, em vão, lutar por seus ideais
Porém, as chamas dos meus olhos ainda brilham
E, talvez, minha luta já não seja em vão
Aguente, eu estou aguentando
Lutando contra uma sanidade perdida!
Perdida pois descubro agora o que é a vida
Aguente... eu ainda estou aguentando
Letícia ^^

Muito Prazer... O Fantástico

Primeiramente, vamos falar um pouco sobre o Fantástico, Calasans (1988) afirma que o mesmo diz respeito à tudo que é produzido pela imaginação do ser humano, isto é, as coisas irreais, mitológicas e fabulosas. Portanto, é colocado na literatura como gênero literário, cujo mundo é totalmente irreal. O Fantástico nasceu entre os séculos XVIII e XIX, e tornou-se literatura em oposição ao crescimento do racionalismo iluminista europeu. O século XIX favoreceu o crescimento do Fantástico, cujo florescimento teve uma possível origem na ciência, quando ela diz que a realidade pode não ser mais do que uma simples aparência, questão que os filósofos já abordavam. No Fantástico, os detalhes oferecidos pela realidade têm que se associar com as ações da narrativa. O contexto é rígido, desprovido de superficialidade. Todos os acontecimentos têm ligações mágicas; que não passam apenas de uma forma nominal de um estilo literário para se opor às estéticas realistas. Para Todorov (2004), um mundo que é desprovido de seres sobrenaturais, acontecem fatos inexplicáveis aos olhos das leis naturais, mas que apresentam duas opções: a primeira é a que esses fatos são produtos da imaginação e as leis naturais continuam valendo; a outra é que foi real, faz parte desse mundo, mas ainda não tem explicação. O Fantástico surge dessa dúvida e, escolhendo a segunda opção, abre-se portas para outros gêneros (ou o estranho ou o maravilhoso). A hesitação do leitor é a essência do fantástico, fazendo com que interaja com a narrativa, mas qualquer opção para um dos lados leva o leitor para fora do fantástico. Por isso, a leitura não deve ser nem alegórica nem poética. Há três condições que esclarecem o fantástico: em primeiro lugar, o espaço das personagens é o mundo real, há também a hesitação da mesma e do leitor (o fantástico depende muito das experiências do leitor) e, por último, há a postura para ler o fantástico, o leitor deve oscilar entre os gêneros para provocar a dúvida. O Fantástico apresenta o duplo que, por sua vez, possui três vertentes: a multiplicação (duplicação idêntica da personagem – sósia, estátua, etc.), divisão (também chamada fragmentação, ocorre uma bipartição da personagem, causando ausência ou perda de algo) e alucinação (dúvida se há ou não o duplo na narrativa). Na literatura fantástica, o duplo significa medo, terror e mau presságio. E se houver duplicidade, certamente, haverá um final trágico.
Letícia ^^

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Um justo paralelo

Enquanto aspirante a jornalista, tento ainda me encontrar na literatura do meu curso de Letras e ainda faço paralelos que cada vez mais podem afastar meus desejos (nunca existentes) de trabalhar a gramática mais profundamente... muita divagação, caro leitor? Pode deixar que eu explico...
... Mais confusa que eu, a sociedade me parece mais perdida do que "cego em tiroteio", não sabe em quem acreditar, muito menos em como praticar algo que realmente faça a diferença, pois parte de cada um mudar e ser mudado... e o que isso tem a ver com a gramática? Oras, assim como a sociedade não sabe para que servem as palavras (que podem servir como belas armas, né, Antero*?) eu não sabia pra que servia a gramática e, durante muito tempo, pouco valor dei a ela...
Pra você, pode até parecer estranho, achar que estou "viajando legal", mas o quê estou tentando dizer é que as mínimas coisas (inclusive o que não gostamos) são importantes para a mudança, eu vi a importância da gramática e por que você não pode ver que está em suas mãos a mudança? As palavras, que agem melhor do que a violência, já mudaram pensamentos... A Igreja, com a Inquisição, conseguiu queimar pessoas inocentes na fogueira e vender indulgências... Darwin, com sua teoria da Seleção Natural, mudou todos os ramos da ciência e iniciou certa curiosidade pela genética... pensemos, então, em pensar menos com os pulsos para dar mais crédito a arma mais poderosa e barata que temos: AS PALAVRAS!!!
Letícia ^^
*Antero de Quental: foi o poeta introdutório do Realismo em Portugal, viu na poesia uma forma de revolução, criou a poesia vermelha, que era libertária e seguia preceitos comunistas (deixando claro que não discuto preferências aqui, Quental é uma referência por ter mudado a forma de muita gente ver a sociedade)