Enquanto aspirante a jornalista, tento ainda me encontrar na literatura do meu curso de Letras e ainda faço paralelos que cada vez mais podem afastar meus desejos (nunca existentes) de trabalhar a gramática mais profundamente... muita divagação, caro leitor? Pode deixar que eu explico...
... Mais confusa que eu, a sociedade me parece mais perdida do que "cego em tiroteio", não sabe em quem acreditar, muito menos em como praticar algo que realmente faça a diferença, pois parte de cada um mudar e ser mudado... e o que isso tem a ver com a gramática? Oras, assim como a sociedade não sabe para que servem as palavras (que podem servir como belas armas, né, Antero*?) eu não sabia pra que servia a gramática e, durante muito tempo, pouco valor dei a ela...
Pra você, pode até parecer estranho, achar que estou "viajando legal", mas o quê estou tentando dizer é que as mínimas coisas (inclusive o que não gostamos) são importantes para a mudança, eu vi a importância da gramática e por que você não pode ver que está em suas mãos a mudança? As palavras, que agem melhor do que a violência, já mudaram pensamentos... A Igreja, com a Inquisição, conseguiu queimar pessoas inocentes na fogueira e vender indulgências... Darwin, com sua teoria da Seleção Natural, mudou todos os ramos da ciência e iniciou certa curiosidade pela genética... pensemos, então, em pensar menos com os pulsos para dar mais crédito a arma mais poderosa e barata que temos: AS PALAVRAS!!!
Letícia ^^
*Antero de Quental: foi o poeta introdutório do Realismo em Portugal, viu na poesia uma forma de revolução, criou a poesia vermelha, que era libertária e seguia preceitos comunistas (deixando claro que não discuto preferências aqui, Quental é uma referência por ter mudado a forma de muita gente ver a sociedade)

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